segunda-feira, 9 de maio de 2011

A queda da monarquia e a 1.ª República

A queda da monarquia e a 1.ª república

Nas últimas décadas do século XIX, o descontentamento da população crescia.
Para pagar as obras públicas, o governo contraía dívidas, aumentava os impostos e o custo de vida subia.
Os pobres estavam mais pobres e os ricos mais ricos.

O Mapa Cor-de-Rosa e o Ultimato

Na Europa, crescia o interesse pelos territórios em África, fonte de matérias-primas para a indústria: algodão, café, ouro, diamantes.
Por causa disso os portugueses fizeram viagens de exploração no interior africano, entre Angola e Moçambique.
Os países mais industrializados (Grã-Bretanha, França, Alemanha) procuravam também assegurar a posse de vários territórios em África.
Em 1884-1885, esses países reuniram-se na Conferência de Berlim e decidiram que os territórios africanos seriam dos países que os ocupavam efectivamente, e não dos que os haviam descoberto.
Portugal reage apresentando o Mapa Cor-de-Rosa, no qual exigia para si os territórios entre Angola e Moçambique.
Em 1890, a Inglaterra (que nunca aceitou o Mapa Cor-de-Rosa) apresenta ao rei D. Carlos I um Ultimato: ou os portugueses desocupavam os territórios entre Angola e Moçambique ou o governo inglês declarava guerra a Portugal.
Para grande descontentamento da população, o governo português aceitou este Ultimato.

O Regicídio

Neste clima de descontentamento contra a monarquia, as ideias republicanas foram ganhando adeptos: defendem um presidente eleito à frente do governo, e não um rei. Forma-se o Partido Republicano.
Em 31 de Janeiro de 1891 dá-se no Porto a primeira revolta armada contra a monarquia.
No dia 1 de Fevereiro de 1908, em Lisboa, ocorre o regicídio: são mortos num atentado o rei D. Carlos I e o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe.
Sobe ao trono D. Manuel II que viria a ser o último rei em Portugal.

A Revolta do 5 de Outubro de 1910

A revolução republicana começou em Lisboa na madrugada de 4 de Outubro de 1910 e partiu de pequenos grupos de conspiradores a que a população aderiu.
Na manhã de 5 de Outubro de 1910, dirigentes do Partido Republicano, na varanda do edifício da Câmara Municipal de Lisboa, proclamaram a implantação da República em Portugal.
Neste dia terminou a monarquia em Portugal.

A 1.ª República

Logo após a revolução do 5 de Outubro, foi criado um governo provisório, presidido pelo Dr. Teófilo Braga. Adoptou-se a bandeira vermelha e verde e o hino passou a ser "A Portuguesa".
Em 28 de 1911, realizaram-se eleições para a Assembleia Constituinte que tinha como missão elaborar uma nova Constituição.
A Constituição Republicana ficou conhecida como a Constituição de 1911 pois foi aprovada a 19 de Agosto desse ano.

MEDIDAS PARA MELHORAR A EDUCAÇÃO

Em 1911, 70% da população portuguesa era analfabeta. Portugal precisava de trabalhadores mais instruídos e capazes de acompanhar a evolução das técnicas. Os governos republicanos vão tomar medidas para melhorar a instrução dos portugueses:
- criaram o ensino infantil para crianças dos 4 aos 7 anos;
- tornaram o ensino primário obrigatório e gratuito para as crianças entre os 7 e os 10 anos;
- criaram novas escolas do ensino primário e técnico (escolas agrícolas, comerciais e industriais);
- fundaram "escolas normais" destinadas a formar professores primários;
- criaram Institutos Superiores de ensino técnico;
- criaram as Universidades de Lisboa e Porto e reformaram a de Coimbra;

MEDIDAS PARA PROTEGER OS TRABALHADORES

Por isso vão tomar medidas para defender os trabalhadores:
- em 1910 foi decretado o direito à greve;
- em 1911 estabeleceu-se a obrigatoriedade de um dia de descanso semanal;
- em 1911 foi publicado o primeiro regulamento das 8 horas de trabalho diário;
- em 1913 foi publicada uma lei sobre acidentes de trabalho, responsabilizando os patrões;
- em 1919 foi estabelecido em todo o país o horário de 8 horas diárias;
- em 1919, passou-se a exigir o seguro social obrigatório para situações de doença, invalidez, velhice e sobrevivência.
Em 1914, os sindicatos uniram-se e surgiu a União Operária Nacional, mais tarde (1919) Confederação Geral do Trabalho.
A mobilização dos trabalhadores para as greves era grande; algumas estendiam-se a todo o país - greves gerais.

Portugal na 1.º Guerra Mundial

A 1.ª Guerra decorre entre 1914 e 1918
Defrontam-se 2 blocos: um liderado pela Grã-Bretanha e França; outro pela Alemanha.
A Alemanha declara guerra a Portugal em 1916, depois de Portugal ter apresado os barcos alemães atracados em portos portgueses, a pedido dos ingleses.
As primeiras tropas partem para França em 1917, mas já havia tropas portuguesas a lutar nas colónias africanas.
A participação na guerra agrava os problemas de Portugal:
- causa milhares de mortos e feridos;
- aumenta a inflação;
- aumentam as despesas do Estado (são maiores do que as receitas);
- sobem os impostos;
- aumentam as greves, as revoltas e os atentados.
Isto leva a que muitos portugueses desejem um governo forte que trouxesse paz e estabilidade ao país.
Em 28 de Maio de 1926, um golpe militar põe fim à 1.ª República.

Para treinar:
http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/14.1.cloze.htm

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O avô do Carlos

O avô do Carlos tem apenas mais dez anos do que o pai dele.


Será isso possível?



PS; O bolo de anos tem bom aspecto! Vai uma fatia?

sábado, 30 de abril de 2011

os sedentos

Seis pessoas bebem água. Ao todo, bebem 21 copos. Se cada uma delas bebeu um número diferente, quantos copos de água bebeu cada uma?

terça-feira, 19 de abril de 2011

As idades

O João disse ao Pedro:

- Actualmente, tenho o quádruplo da tua idade. Daqui a 4 anos terei o triplo da tua idade. Quais são as nossas idades, actualmente?

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Os soldados

Cinco soldados colocam-se lado a lado para receber as ordens do comandante do Quartel. Tenta nomeá-los, da tua esquerda para a tua direita, de acordo com as seguintes informações: - Anderson está entre Jorge e Cláudio; - Humberto está à esquerda de Cláudio; - Jorge não está ao lado de Humberto; - Humberto não está ao lado de Rafael.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O elevador

Um elevador pode levar ou 20 adultos ou 24 crianças. Se 15 adultos já estão no elevador, quantas crianças podem entrar ?

terça-feira, 5 de abril de 2011

A festa

Ontem à noite, dona Albertina, mãe do professor Escanifredo, perguntou-lhe quantos bolinhos de coco deveriam ser feitos para comemorar o seu aniversário.
A resposta foi a seguinte:

"Devem ser feitos 240 bolinhos de coco, pois convidei X pessoas e gostaria que cada convidado recebesse o mesmo número de doces".

Se não vierem 10 convidados, quantos negrinhos a mais receberá cada pessoa ?

A resposta estava na ponta da língua :

"Cada pessoa receberá 4 bolinhos de coco a mais".

Quantas pessoas estão convidadas para a festa?

sábado, 2 de abril de 2011

As rodas da minha bicicleta

Bem cheias, as rodas da minha bicicleta têm 75 cm de diâmetro. Quantas voltas completas dão quando percorro 2 km?

segunda-feira, 28 de março de 2011

Ai que contas!

Dez e dez não são vinte. Mas mais cinquenta, são onze. De que falamos ?

quinta-feira, 24 de março de 2011

Portugal na 2.ª metade do século XIX

O espaço português


Por volta de 1850, Portugal vivia em crise, por causa: - das invasões francesas; - da independência do Brasil; - da guerra civil. Em 1851, iniciou-se um período de desenvolvimento e modernização do reino, a que se deu o nome de Regeneração. Na agricultura Dividiram a terra: - tirando-a à nobreza e ao clero, vendendo-a à burguesia; - acabando com o direito de "morgadio" (o filho mais velho herdava toda a propriedade); - dividindo os baldios (terrenos incultos) Introduziram novas técnicas de cultivo (alternância de culturas, selecção de animais e de sementes, uso de adubos químicos); Introduziram novas alfaias e máquinas agrícolas; Divulga-se o cultivo de novos produtos como a batata, o arroz, a beterraba, etc. Na exploração mineira Desenvolveu-se a exploração mineira, sobretudo minas de cobre, ferro e carvão. Junto às minas surgiram novas povoações. O carvão passou a ser a principal fonte de energia para uso doméstico e para a indústria. Na indústria No século XIX, a indústria passou a utilizar máquinas. Mas a grande "revolução" na indústria deu-se com a máquina a vapor. Em Portugal a primeira foi usada em 1835. A introdução das máquinas na indústria permitiu: - produzir em maior quantidade; - produzir mais rapidamente; - produzir em série; - utilizar a divisão de tarefas; - tornar os produtos mais baratos. O artesão dá lugar ao operário; A oficina dá lugar à fábrica. As indústrias portuguesas localizavam-se, sobretudo, nas zonas do Porto/Guimarães e Lisboa/Setúbal. Principais indústrias: Fiação; Tecelagem; Vestuário; Calçado;Produtos químicos; Metalurgia; Chapelaria; Vidros; Tabaco; Conservas; Papel, etc. Com a indústria apareceu um novo grupo social: o operariado (operários) Os operários trabalhavam nas fábricas em muito más condições: - Longos horários de trabalho (chega às 16 horas) - Salários muito baixos; - Mulheres e crianças trabalhavam nas fábricas mas recebiam salários ainda menores; - Sujeitos a muitos acidentes de trabalho; - Não tinham qualquer tipo de assistência. Não é por isso de admirar que surgissem as primeiras greves e manifestações, para pedir melhores condições de trabalho e de vida. TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES Todo o progresso da segunda metade do século XIX só foi possível devido à modernização da rede de transportes e comunicações: estradas, caminho-de-ferro, pontes, túneis. Um dos principais responsáveis por esta política de modernização foi Fontes Pereira de Melo, ministro de D. Maria II, D. Pedro V e D. Luís I. A introdução da máquina a vapor nos transportes foi uma das principais inovações. A primeira viagem de comboio, em Portugal teve lugar a 28 de Outubro de 1856 (Lisboa/Carregado) 1868 – Lisboa / Madrid 1877 – Lisboa / Porto 1887 – Lisboa / Paris O comboio: - Levava mais pessoas, mais mercadorias, mais depressa e por menos dinheiro; - Alterou as paisagens; - Fez surgir novas localidades (Entroncamento) e novas profissões (ferroviários); etc. Construíram-se muitas estradas de macadame (terra batida sobre pequenas pedras e areia grossa) Em 1855, começou a circular a mala-posta, entre Lisboa e o Porto (demorava cerca de 36 horas) Em 1895, chegou a Portugal o 1.º automóvel (um Panhard) Melhoraram-se os portos e construíram-se faróis. Reformaram-se os correios: Surge o selo adesivo (1853) e o postal; as ruas passam a ter nome e as portas número; aparecem os primeiros marcos do correio. 1856: É inaugurado o telégrafo eléctrico 1882: É inaugurada a rede de telefones de Lisboa Ensino Os governos liberais tomaram várias medidas no campo do ensino: - Criaram-se escolas primárias (algumas para raparigas); - O ensino primário passou a ser obrigatório; - Foram criados liceus em todas as capitais de distrito; - Fundaram-se escolas industriais, comerciais e agrícolas; - Criaram-se escolas superiores ligadas à Marinha, às Artes; às técnicas e ao Teatro. Apesar destas medidas grande parte da população continuou analfabeta. Defesa dos direitos humanos

O Código Civil de 1867, acaba com a Pena de Morte; Em 1869, é extinta a escravatura. Demografia Até ao final do século XVIII, a população era contada em numeramentos. Estes eram pouco rigorosos pois apenas se contavam os fogos (casas). Em 1864, surge o primeiro recenseamento (ou censo). A partir de 1890, começaram a ser feitos de 10 em 10 anos. Crescimento populacional Até ao século XVIII, o crescimento é lento. Depois de meados do século XIX, a população aumentou mais rapidamente devido: - às melhorias na alimentação; - ao desenvolvimento da medicina; - à melhoria da higiene nas cidades; - à melhoria na higiene individual; - à não ocorrência de guerras. A população distribuía-se desigualmente pelo país. O litoral norte era a zona mais povoada: - devido aos solos mais férteis; - a existência de portos marítimos; - ao maior número de indústrias; - à maior facilidade de comunicações. Êxodo rural Como a agricultura continua, apesar de tudo, a ter uma fraca produtividade, a população do campo continuava a viver mal. Isto leva a que muitas pessoas abandonem os campos para irem à procura de emprego para as grandes cidades: A isto chama-se êxodo rural. Emigração Muitos portugueses emigram (vão para o estrangeiro) para procurar melhores condições de vida. O Brasil é o destino mais procurado: - devido ao fim da escravatura que originou a necessidade de mais mão-de-obra; - pelo facto de se falar a mesma língua. Alguns regressaram à terra natal ricos. Eram conhecidos como “brasileiros”. Mandaram construir palacetes que ficaram conhecidos como casas de “brasileiros”. A maioria, porém, continuou a levar uma vida humilde no Brasil, nunca tendo regressado a Portugal.


Para treinar (a ficha de avaliação é no dia 28 - 2.ª feira):

http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/13.1.cross.htm

sábado, 19 de março de 2011

Poção Mágica

Panoramix preparou a poção mágica. Obélix bebeu metade, Asterix bebeu um quarto e Abraracourcix bebeu um quinto. Panoramix bebeu os dois litros que restaram da poção.
Quantos litros continha a poção e quantos litros bebeu cada amigo?

quinta-feira, 17 de março de 2011

De cabeça para baixo

O que é que aumenta 50% do seu valor quando está de cabeça para baixo?

sábado, 12 de março de 2011

Qual dos seguintes triângulos tem a área maior:

1. Um triângulo em que os lados medem, respectivamente, 300, 400 e 500 cm.

2. Um triângulo em que os lados medem , respectivamente, 30, 40 e 70 dm.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Patas

Em 3 casais de patos, quantas patas há?

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Caça aos patos.

Dois pais e dois filhos saíram para caçar patos. Cada um deles acertou num pato e nenhum atirou no mesmo. Entretanto somente três patos foram abatidos.

Como foi isso possível?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A Revolução Liberal de 1820

Revolução Francesa
Em 1789, em França, uma revolução pôs fim ao absolutismo: a Revolução Francesa.
Os revolucionários defendiam ideias como a igualdade de todos os cidadãos perante a lei, a liberdade e a fraternidade.
Defendiam ainda a separação de poderes que, na monarquia absoluta, estavam concentrados no rei.
Por causa dessa revolução, os reis franceses (Luís XVI e Maria Antonieta) foram condenados à morte e executados na guilhotina.
Sentindo-se ameaçados pelo triunfo dos revolucionários franceses, os reis absolutos da Europa declararam guerra a França, tendo sido derrotados pelas tropas do general francês Napoleão Bonaparte, mais tarde, Imperador de França.

O Bloqueio Continental
Napoleão decretou então (1806) o Bloqueio Continental: uma lei que estabelecia que todos os países europeus deviam fechar os seus portos aos navios ingleses.
Só a Grã-Bretanha continuava a resistir.
Portugal demorou a cumprir o ultimato (última ordem) de Napoleão, porque:
- era aliado da Grã-Bretanha;
- porque essa medida iria prejudicar a economia portuguesa (a maior parte do nosso comércio era com a Inglaterra).
Napoleão ordenou então a invasão e conquista de Portugal.

A saída da corte para o Brasil
Quando as tropas de Napoleão já estavam em Portugal, o príncipe regente, D. João, (D. Maria I era a rainha mas não estava em condições de governar) decidiu refugiar-se no Brasil, tendo sido acompanhado por toda a família real e parte da corte, ficando o governo do Reino entregue a uma regência.
As tropas francesas invadiram Portugal por três vezes:
1ª invasão - 1807/1808 - liderada por Junot (Lisboa)
2ª invasão - 1809 - liderada por Soult (Porto)
3ª invasão - 1810/1811 - chefiada por Massena (dirige-se para Lisboa, mas é retido nas linhas defensivas de Torres Vedras)
Durante as invasões, os soldados franceses roubaram, incendiaram povoações, destruíram colheitas e mataram pessoas, o que revoltou a população.
Para resistir, Portugal pediu ajuda à Grã-Bretanha. O exército português e inglês contou com a ajuda da população, pois os movimentos de resistência popular apareceram por todo o país.
Finalmente, em 1811, os Franceses são definitivamente derrotados acabando as invasões, mas o país ficou numa situação muito difícil:
- a família real continuava no Brasil;
- o Reino ficou mais pobre e desorganizado após as invasões;
- os ingleses controlavam o exército português e as decisões do governo.
- D. João VI abrira os portos brasileiros aos estrangeiros;
Era, pois, necessário expulsar os ingleses e obrigar o rei a regressar.
Entretanto, as ideias liberais, vindas de França, tinham cada vez mais adeptos.
Logo, em 1817, em Lisboa, regista-se a primeira conspiração liberal, chefiada pelo General Gomes Freire de Andrade que foi descoberta tendo o seu líder sido preso e enforcado.
Em 1818, forma-se no Porto uma organização secreta, o Sinédrio, com o objectivo de preparar uma revolução liberal, que reunia burgueses do Porto (comerciantes, juízes, proprietários), entre os quais se destacava Manuel Fernandes Tomás.

A Revolução de 1820 e a Constituição de 1822
No dia 24 de Agosto de 1820 deu-se a revolução, no Porto, tendo a população aderido com entusiasmo. Um mês depois, aderia Lisboa.
A revolução espalhou-se então a todo o país. Os ingleses foram afastados e criou-se a Junta Provisional do Governo do Reino passou a governar e preparou as primeiras eleições para deputados às Cortes Constituintes, isto é, a Assembleia que tinha como função elaborar uma Constituição (lei fundamental de um país) de acordo com as ideias liberais.
Em Setembro de 1822, as Cortes Constituintes aprovaram a 1ª Constituição Portuguesa.
Entretanto, D. João VI regressa do Brasil, com a família e a corte, assina a Constituição e jura respeitá-la.
Esta Constituição estabelecia:
- a soberania da nação: o poder do rei devia submeter-se à vontade dos cidadãos, através do voto;
- a separação de poderes: Legislativo ( o poder de fazer as leis pertence às Cortes cujos deputados são eleitos); Executivo (poder de governar que pertence ao rei e aos ministros) e Judicial (poder de julgar quem não cumpre as leis que pertence aos juízes);
- a igualdade e liberdade dos cidadãos face à lei.

A independência do Brasil
Durante os treze anos que D. João VI e a corte permaneceram no Brasil, este território registou grandes progressos:
- a cidade do Rio de Janeiro tornou-se sede do Governo;
- foram criadas repartições de finanças, justiça e da polícia;
- foram construídos hospitais, escolas, teatros e bibliotecas;
- foram criadas indústrias e abertas estradas;
- os portos brasileiros foram abertos aos comerciantes estrangeiros, o que desenvolveu o comércio externo.
Assim, o Brasil deixou de ser uma colónia para se tornar um reino (Reino Unido de Portugal e do Brasil).
Quando D. João VI regressou a Portugal, deixando o príncipe D. Pedro, seu filho, a governar o Brasil, as Cortes Constituintes decretaram:
- que o Brasil voltasse a ser uma colónia;
- que o seu comércio externo voltasse a passar por Portugal;
- que D. Pedro regressasse a Portugal.
A estas imposições, D. Pedro reagiu decidindo permanecer no Brasil, tendo contado com o apoio da burguesia brasileira.
As Cortes Constituintes reagiram a esta decisão, anulando todos os poderes do príncipe.
Ao receber esta notícia, D. Pedro declarou a independência do Brasil, a 7 de Setembro de 1822. – grito do Ipiranga

A morte de D. João VI(1826) e a guerra civil (1832-34)
Com a Revolução de 1820, a nobreza e o clero perderam muitos privilégios e, por causa disso, começaram a organizar conspirações contra o regime liberal, apoiados pelo príncipe D. Miguel (filho segundo de D. João VI).
Quando D. João VI morre (1826), sucede-lhe o seu filho mais velho, D. Pedro, imperador do Brasil. Este, não querendo abandonar o Brasil, abdica do trono em favor de sua filha D. Maria, menor de idade, ficando D. Miguel a governar, como regente, de acordo com as ideias liberais, jurando respeitar a Carta Constitucional que D. Pedro concedera a Portugal, em 1826, para substituir a Constituição de 1822.
Em 1828, D. Miguel, desrespeitando o compromisso, faz-se aclamar rei absoluto.
D. Pedro decide, então, regressar a Portugal e junta-se aos liberais, refugiados nos Açores.
Inicia-se então um período de guerra civil (1832-34), entre liberais e absolutistas, que vai durar cerca de dois anos, tendo D. Miguel e os absolutistas sido derrotados em (1834). D. Miguel acaba por abandonar Portugal na sequência da Convenção de Évora-Monte que põe fim à guerra civil.
D. Maria II passa então a reinar.
A monarquia constitucional vai manter-se em Portugal até 1910 (data da implantação da República).
Para treinar:

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Galos e coelhas (uma burra e uma pónei)

Na quinta do Colégio, há 42 animais, entre coelhas, galos, uma burra e uma pónei.!?
Esses animais perfazem um total de 118 pés.
Quantos galos, quantas coelhas, quantas burras e quantas póneis há na quinta do Colégio?

Como se chamam a burra e a pónei?

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Mais galinhas e coelhos (IV)

Numa capoeira há galinhas e coelhos mun total de 23 animais e 82 pé.
Quantos são as galinhas e os coelhos?

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Galinhas e coelhos (III)

Num terreno há galinhas e coelhos, num total de 30 animais e 102 pés.
Quantos são os coelhos?

domingo, 23 de janeiro de 2011

Galinhas e coelhos (II)

Num quintal há galinhas e coelhos, num total de 9 animais e 30 pés.
Quantos animais há de cada espécie?

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Galinhas e Coelhos (1)

Num quintal existem galinhas e coelhos:
- Ao todo são 26 cabeças e 70 patas.
Quantas galinhas e coelhos existem no quintal ?

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O preço do fato

Há muitos anos atrás:
- Um rapaz comprou um casaco e umas calças por 55$00.
- Pelas calças e o colete pagou 35$00.
- O colete e o casaco custaram 30$00.
Quanto custou o casaco?
Quanto custou o fato completo?

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Portugal no século XVIII
Durante o domínio filipino, os inimigos de Espanha (Holanda, Grã-Bretanha, França) ocuparam parte do Império Português, sobretudo a Oriente.
O Brasil, depois da Restauração, veio então tomar o lugar que tinha antes a Índia na economia portuguesa.
O açúcar, primeiro, o ouro e os diamantes, depois, eram agora as principais riquezas que chegavam ao reino.
Muitos milhares de colonos portugueses emigraram para o Brasil, na esperança de enriquecer.
Mas como as plantações de açúcar e os engenhos exigiam muita mão-de-obra, os primeiros colonos tentaram utilizar os índios como mão-de-obra escrava. Mas estes, habituados à liberdade, não se adaptaram ao trabalho: revoltavam-se, adoeciam, fugiam...
Foi de África que começaram a vir os escravos necessários à crescente produção de açúcar.
O principal comércio fazia-se, assim, através do Atlântico: os navios partiam de Portugal e dirigiam-se à costa africana, de onde levavam sobretudo escravos para o Brasil; daqui, traziam açúcar, ouro e diamantes (comércio triangular).
Os escravos trabalhavam nas plantações de açúcar, nos engenhos e nas minas.
O engenho era propriedade do “senhor do engenho”. Aí se extraia o caldo da cana-de-açúcar depois de a esmagar, que depois era cozido e colocado em formas para cristalizar.
A propriedade (fazenda) era composta pelos canaviais (campos de cultivo da cana), pelo engenho, pela “casa grande “ onde vivia o senhor e pela sanzala onde viviam os escravos.
No final do século XVII, encontrou-se ouro no Brasil.
As minas foram descobertas pelos bandeirantes que eram colonos que organizavam expedições para o interior do Brasil, com o objectivo de descobrir ouro, diamantes e apanhar índios para trabalharem nos engenhos.. A um grupo de bandeirantes dá-se o nome de Bandeira.
Resumindo
Assistimos a grandes movimentos da população:
De Portugal, partiram milhares de emigrantes para o Brasil à procura de uma vida melhor;
No Brasil, as pessoas avançavam do litoral para o interior;
Da costa africana, partiram, anualmente, milhares de escravos para o Brasil.
A população brasileira resulta, assim, da mistura de europeus, africanos e índios.
A monarquia absoluta no tempo de D. João V
Durante o reinado de D. João V (1706-1750), chegaram ao reino grandes quantidades de ouro e diamantes, vindos do Brasil. Também o comércio de açúcar, tabaco, vinho e sal dava grandes lucros.
Isto fez de D. João V um rei muito poderoso e rico, uma vez que a coroa cobrava a quinta parte do ouro encontrado no Brasil (o quinto).
D. João V passou a governar sem convocar Cortes e concentrou em si todos os poderes: o poder legislativo (fazer as leis), o poder executivo (mandar executá-las, isto é, governar) e o poder judicial (julgar quem não cumpre a lei).
Governou como rei absoluto, daí se dizer que esta forma de governo era o absolutismo.
A corte de D. João V tornou-se uma das mais ricas da Europa. Davam-se grandes banquetes, consumia-se café e chocolate, novidades da época, e rapé (tabaco moído).
Nos bailes, dançava-se a pavana e o minuete ao som do violino ou do cravo.
Jogava-se às cartas, às damas e aos dados.
Assistia-se a sessões de poesia, de música e a representações teatrais.
Era também muito apreciado o espectáculo das touradas e a ópera.
A sociedade portuguesa do século XVIII continuava dividida nos três principais grupos sociais que já conheces: nobreza, clero e povo.
A nobreza continuava a ser um grupo social privilegiado, que vivia dos rendimentos das suas propriedades.
Imitava em tudo o luxo da corte de D. João V: habitação, festas, banquetes, vestuário...
O clero era também um grupo social rico e poderoso. Com a protecção do rei, aumentou o número de mosteiros, conventos e igrejas.
Para além do culto religioso, dedicava-se ao ensino e à assistência aos necessitados.
Presidia ao Tribunal da Inquisição que julgava todos os que não respeitavam a religião católica.
O povo vivia com muitas dificuldades, sobretudo no campo, devido aos baixos salários e aos muitos impostos.
Continuava a alimentar-se sobretudo de pão, peixe e legumes.
Dela faziam parte pequenos comerciantes, artífices, camponeses, criados, aguadeiros, carregadores...
Este grupo social engloba também a alta burguesia que continuava a enriquecer com o comércio.
O reinado de D. João V foi marcado pela construção de obras monumentais, possíveis devido ao ouro do Brasil.
O estilo da época é o Barroco que se caracteriza pela abundância de decoração e pelo uso de linhas curvas.
Igrejas e palácios são decorados com talha dourada, azulejos e mármore.
Desenvolveu-se a ourivesaria, a cerâmica, a pintura, a azulejaria, o mobiliário, ...
As Reformas Pombalinas

D. José I sucede a D. João V, em 1750, e nomeia primeiro-ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, mais tarde Marquês de Pombal.
Nessa época, o reino encontrava-se numa grave crise económica porque:
- o ouro vindo do Brasil era cada vez menos;
- a agricultura produzia pouco;
- as indústrias eram poucas;
- diminuíam as exportações e aumentavam as importações;
- o comércio colonial era dominado por estrangeiros.
Para agravar esta situação, em 1755 (dia 1 de Novembro), Lisboa sofre um grande terramoto.
Morreram mais de 20 000 pessoas e ficaram em ruínas cerca de 10 000 edifícios.
A cidade ficou destruída e foi o Marquês de Pombal que tomou medidas para:
- "cuidar dos vivos e enterrar os mortos “;
- policiar as ruas;
- planear a reconstrução da cidade que o próprio Marquês de Pombal acompanhou.
Decidiu arrasar a "Baixa" e aí construir uma zona nova - a Lisboa pombalina - com características próprias:
- ruas largas e perpendiculares, com passeios largos e calcetados;
- edifícios harmoniosos, todos da mesma altura, com varandas de ferro forjado, e construídas com um sistema anti-sísmico e corta-fogos;
- rede de esgotos:
- uma grande praça - a Praça do Comércio - construída no local do antigo Terreiro do Paço, onde iam dar as ruas "nobres" da cidade.
A grande capacidade para resolver problemas e a eficácia demonstrada após o terramoto pelo Marquês de Pombal, levaram-no a conquistar a confiança total do rei. Por isso, D. José entrega-lhe o controlo do governo.
O Marquês de Pombal inicia então um conjunto de reformas destinadas a desenvolver o país e a afirmar o poder absoluto do rei.
Reformas económicas:
- instalou novas indústrias no país;
- criou companhias monopolistas, controladas pelo estado (na área da agricultura, pescas e comércio), impedindo os grandes lucros que os estrangeiros vinham tendo em Portugal; exemplo: Companhia dos Vinhos do Alto Douro.
- proibiu a exportação de ouro.
Reformas sociais:
- perseguiu a nobreza e o clero (sobretudo os Jesuítas, que expulsou do País), retirando-lhes bens e cargos, chegando a prender e executar alguns deles, para reforçar o poder do rei;
- protegeu os comerciantes e os burgueses, e declarou o comércio como profissão nobre (1770);
- proibiu a escravatura no Reino (1771), continuando, no entanto, a existir nas colónias.
Reformas no ensino:
- criou escolas "menores" (equivalentes ao 1º ciclo), por todo o país;
- reformou a Universidade de Coimbra dando maior importância à observação e experimentação;
- extinguiu a Universidade de Évora
- fundou o Real Colégio dos Nobres.
As reformas pombalinas contribuíram para a modernização de Portugal.
Depois da morte de D. José I (1777), sua filha, a rainha D. Maria I, demitiu o Marquês de Pombal de todos os cargos que ocupava no Governo, acusando-o de ter cometido graves injustiças.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Família

O cunhado do irmão da tua mãe é o teu:
  1. tio?
  2. pai?

  3. primo?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O homem cuidadoso

O seguinte desafio tem como resposta um ditado popular.

Havia um homem muito cuidadoso, preocupado e sempre prevenido para tudo.
Certo dia, ao passear, tinha que atravessar uma ponte onde havia uma placa que tinha escrito: "Cuidado, a ponte só suporta 130 Kg".
Bem, como só peso 70 kg, não há problema. - pensou ele.
Quando ia a atravesssar a ponte, a mesma ruiu.
Porquê?