segunda-feira, 9 de maio de 2011

A queda da monarquia e a 1.ª República

A queda da monarquia e a 1.ª república

Nas últimas décadas do século XIX, o descontentamento da população crescia.
Para pagar as obras públicas, o governo contraía dívidas, aumentava os impostos e o custo de vida subia.
Os pobres estavam mais pobres e os ricos mais ricos.

O Mapa Cor-de-Rosa e o Ultimato

Na Europa, crescia o interesse pelos territórios em África, fonte de matérias-primas para a indústria: algodão, café, ouro, diamantes.
Por causa disso os portugueses fizeram viagens de exploração no interior africano, entre Angola e Moçambique.
Os países mais industrializados (Grã-Bretanha, França, Alemanha) procuravam também assegurar a posse de vários territórios em África.
Em 1884-1885, esses países reuniram-se na Conferência de Berlim e decidiram que os territórios africanos seriam dos países que os ocupavam efectivamente, e não dos que os haviam descoberto.
Portugal reage apresentando o Mapa Cor-de-Rosa, no qual exigia para si os territórios entre Angola e Moçambique.
Em 1890, a Inglaterra (que nunca aceitou o Mapa Cor-de-Rosa) apresenta ao rei D. Carlos I um Ultimato: ou os portugueses desocupavam os territórios entre Angola e Moçambique ou o governo inglês declarava guerra a Portugal.
Para grande descontentamento da população, o governo português aceitou este Ultimato.

O Regicídio

Neste clima de descontentamento contra a monarquia, as ideias republicanas foram ganhando adeptos: defendem um presidente eleito à frente do governo, e não um rei. Forma-se o Partido Republicano.
Em 31 de Janeiro de 1891 dá-se no Porto a primeira revolta armada contra a monarquia.
No dia 1 de Fevereiro de 1908, em Lisboa, ocorre o regicídio: são mortos num atentado o rei D. Carlos I e o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe.
Sobe ao trono D. Manuel II que viria a ser o último rei em Portugal.

A Revolta do 5 de Outubro de 1910

A revolução republicana começou em Lisboa na madrugada de 4 de Outubro de 1910 e partiu de pequenos grupos de conspiradores a que a população aderiu.
Na manhã de 5 de Outubro de 1910, dirigentes do Partido Republicano, na varanda do edifício da Câmara Municipal de Lisboa, proclamaram a implantação da República em Portugal.
Neste dia terminou a monarquia em Portugal.

A 1.ª República

Logo após a revolução do 5 de Outubro, foi criado um governo provisório, presidido pelo Dr. Teófilo Braga. Adoptou-se a bandeira vermelha e verde e o hino passou a ser "A Portuguesa".
Em 28 de 1911, realizaram-se eleições para a Assembleia Constituinte que tinha como missão elaborar uma nova Constituição.
A Constituição Republicana ficou conhecida como a Constituição de 1911 pois foi aprovada a 19 de Agosto desse ano.

MEDIDAS PARA MELHORAR A EDUCAÇÃO

Em 1911, 70% da população portuguesa era analfabeta. Portugal precisava de trabalhadores mais instruídos e capazes de acompanhar a evolução das técnicas. Os governos republicanos vão tomar medidas para melhorar a instrução dos portugueses:
- criaram o ensino infantil para crianças dos 4 aos 7 anos;
- tornaram o ensino primário obrigatório e gratuito para as crianças entre os 7 e os 10 anos;
- criaram novas escolas do ensino primário e técnico (escolas agrícolas, comerciais e industriais);
- fundaram "escolas normais" destinadas a formar professores primários;
- criaram Institutos Superiores de ensino técnico;
- criaram as Universidades de Lisboa e Porto e reformaram a de Coimbra;

MEDIDAS PARA PROTEGER OS TRABALHADORES

Por isso vão tomar medidas para defender os trabalhadores:
- em 1910 foi decretado o direito à greve;
- em 1911 estabeleceu-se a obrigatoriedade de um dia de descanso semanal;
- em 1911 foi publicado o primeiro regulamento das 8 horas de trabalho diário;
- em 1913 foi publicada uma lei sobre acidentes de trabalho, responsabilizando os patrões;
- em 1919 foi estabelecido em todo o país o horário de 8 horas diárias;
- em 1919, passou-se a exigir o seguro social obrigatório para situações de doença, invalidez, velhice e sobrevivência.
Em 1914, os sindicatos uniram-se e surgiu a União Operária Nacional, mais tarde (1919) Confederação Geral do Trabalho.
A mobilização dos trabalhadores para as greves era grande; algumas estendiam-se a todo o país - greves gerais.

Portugal na 1.º Guerra Mundial

A 1.ª Guerra decorre entre 1914 e 1918
Defrontam-se 2 blocos: um liderado pela Grã-Bretanha e França; outro pela Alemanha.
A Alemanha declara guerra a Portugal em 1916, depois de Portugal ter apresado os barcos alemães atracados em portos portgueses, a pedido dos ingleses.
As primeiras tropas partem para França em 1917, mas já havia tropas portuguesas a lutar nas colónias africanas.
A participação na guerra agrava os problemas de Portugal:
- causa milhares de mortos e feridos;
- aumenta a inflação;
- aumentam as despesas do Estado (são maiores do que as receitas);
- sobem os impostos;
- aumentam as greves, as revoltas e os atentados.
Isto leva a que muitos portugueses desejem um governo forte que trouxesse paz e estabilidade ao país.
Em 28 de Maio de 1926, um golpe militar põe fim à 1.ª República.

Para treinar:
http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/14.1.cloze.htm

2 comentários:

Filipe disse...

Olá Stor Tozé. Estava a ver o site da GAVE e vim ao blog. Obrigado pelos resumos que põe sempre, para nos ajudar a estudar! Até Amanhã...

Anónimo disse...

Olá! Eu vou ter teste de História e Geografia de Portugal, e obviamente sou do sexto ano e queria agradecer-lhe por este resumo que fez. Ensina muito, melhor, sempre ensinou muito os resumos a quem mais precisa. Não é uma coisa que eu vá apreciar muito porque não entusiasma muito da forma que a minha professora, mas pronto. Muito obrigada!